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Blog de poesiaportesp
 


O louco da minha rua era professor

 

 

Escava, cava

caminha e volta

Mais duro que o asfalto

o corpo e as unhas

 

Maltrapilho do tempo

dos signos...

      Como saber da voz?

Dura ou tênue?

 

Caminha, corre, risca

Cavoucando o silêncio

do próprio existir



Escrito por poesiaportesp às 12h03
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De aroma e saudade

Saudade do seu tempo de palavras

camisa solta

e calça de tecido leve

Nem suas palavras

nem seu tempo

Mas no solo da memória

seu cheiro de ervas finas

revive a tarde...

 



Escrito por poesiaportesp às 16h18
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Possibilidade

 

 

Há o momento da decantação da palavra-fio

que costura o Dia no verso/reverso da nossa história

Momentos há de rever nossas gavetas empoeiradas de sims e nãos.

Apagamos o tempo?

Cortamos o enredo da História?

Todo instante traz em si o seu próprio lastro

E nesta Lida

Do liame da vida

Que a Luz escoa para dentro

De Nós.



Escrito por poesiaportesp às 11h31
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Tempos perecíveis

 

Vejo a vida que passa e sinto que há

dor que traspassa

Como vento

Sem  chuva

Como sol sem vento

nas estações destas horas

           de silêncio e lâmina

silêncio de dor

           estação sem cor

Eu só queria  salvar

           As palavras

Destas est(ações) que sem amor perecem



Escrito por poesiaportesp às 19h41
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Pedido

 

Não vais embora

sem antes a (colher)

os cachos de versos

que minh´alma gerou

para abençoar tua ausência. (06-10-06)



Escrito por poesiaportesp às 11h51
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O soluçar

O e vai-e-vem

dos meus  mistérios

Nesta calma música

O sonho e o choro

Pastora de minh´alma,

Para onde seguiremos?



Escrito por poesiaportesp às 10h52
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Sustentação

 

São Paulo está triste

meus irmãos comemos o

pó das horas sem palavras

as dores

onipresentes

há uma espécie de asfixia em cada estação

no peito

as setas do devir

no entanto

teus olhos são

um arco-íris em São Paulo

sustentação poética

Na Vida a ser vivida



Escrito por poesiaportesp às 10h36
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Como ária de amor

 

Derramar todas as notas musicais

No corpo da palavra Vida

Quando nos olhamos como se fôssemos

Fazedores de tempos livres, cidades leves,

campos floridos

O tormento do meu espírito se desmancha

E adentro sem medo

Os intervalos da vida real

                        Nossa luz

Tem vez



Escrito por poesiaportesp às 11h24
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 Dá-me tua esperança

e dividiremos ao mundo

a palavra colorida

o pão e as margaridas

que fazem festa para ti...



Escrito por poesiaportesp às 23h03
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Meu olhos ainda estão molhados

de tua música.



Escrito por poesiaportesp às 14h59
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No (meu) silêncio

 

 

A palavra cortada

Vai ou espera?

Na profundeza de minh´alma

Escorre a dor

de origem indefinida

Desejo apertar a mão do amor

Até o sem-fim da Luz

E não sonhar mais nada

E nada mais querer

Abrir a porta

        -somente-

à Palavra que escondeu minha

Estrela



Escrito por poesiaportesp às 19h56
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Meditação

 

Eu quero o teu tempo,

No entanto,

Não te peço nada

Deixaste tua palavra em minha boca

Como quem doa paciência

E tingiste minha pele

Com as  cores dos teus sonhos

Isto é tudo:

gesto cantado,

amor bordado com ternura,

Tempo  forrando

Meu coração

Com tua luz silenciosa



Escrito por poesiaportesp às 22h05
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DESEJO

Decantar tua voz

em cada poro do

meu corpo

e juntos

e sem gritos

emendar meu coração

feito porcelana

trincada.



Escrito por poesiaportesp às 09h42
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Desesperança

Como uma fresta no meu útero

derramando o líquido da palavra

ADEUS.



Escrito por poesiaportesp às 14h28
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                                                   Mudança

Não quero sujar teu dia com o

sangue dos meus sentimentos

difusos e pedintes.

 

Deixo no espelho

o reflexo

das nossas doces lembranças.

 

 



Escrito por poesiaportesp às 12h22
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